sexta-feira, 16 de novembro de 2012

FIB

o rei Wangchuck do Butão, um pequeno país entre a Índia e a China há 37 anos percebeu que buscar o aumento do PIB não era a melhor solução!ele percebeu que o importante era a felicidade das pessoas, e criou o FIB(Felicidade Interna Bruta). O FIB leva em consideração outros indicadores, e busca criar um ambiente onde a felicidade possa aflorar. Oq importa não é quanto vc tem, mas oq vc faz com oq tem... como vc aproveita seu tempo, ou cuida da sua saúde por exemplo! E hj, mais de 40 paises implementaram o conceito de Felicidade Interna Bruta, dentre eles o Canadá, França, Inglaterra e Brasil, e muitas empresas estão criando serviços pensando na real felicidade de seus clientes. Empresas que entendem a real importância do impacto de suas atividades, e enchergam que melhorar a vida das pessoas, é tão importante quanto obter lucros.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O que relata 2012

Eu sei o que desuniu a família brasileira.
O momento em que ela abandonou o tradicional almoço em casa e procurou a rapidez do restaurante a quilo. Quando ela se desinteressou por completo da residência.
Quando trocou a diarista pela faxineira duas vezes por semana.
Quando começou a comprar comida congelada e economizar com os talheres.
Quando abdicou do pãozinho da padaria do final da tarde.
Quando as saídas ao supermercado tornaram-se frequentes. Quando o intervalo do trabalho diminuiu consideravelmente. Quando a vassoura sumiu de trás da porta.
Quando o avental desapareceu do seu gancho. Quando ter uma horta passou a ser irrelevante.
Quando o pai não mais visitou sua oficina de marcenaria na garagem. Quando a tabuleta de bem-vindo acabou dispensada. Quando o capacho se divorciou da porta. Quando a mãe adiou o jardim. Quando a vista de fora superou o carinho da decoração. Eu sei eu sei eu sei o instante exato da transformação. Foi na hora em que a gente parou de vestir o botijão de gás. Aquele ato mudou a mentalidade da classe média. Cuidar do botijão significava zelar pelos detalhes, pela aparência e ordem doméstica. Mostrava uma preocupação com o olhar das visitas. Um carinho com os coadjuvantes da rotina. Um capricho com as gavetas e despensas e forros e fundos e cantos e quinas. Não se podia deixar o gás daquele jeito sujo e engraxado no coração de azulejos da cozinha. Correspondia a um ultraje, a falta de educação, a ausência de asseio. Ele precisava estar agasalhado. Todos os objetos do mundo mereciam uma capa: os cadernos de aula, o filtro de barro, o liquidificador, os ternos no armário, os carros na garagem. Os objetos tinham que durar: geladeira era para a vida inteira, o fogão era para a vida inteira, máquina de lavar era para a vida inteira. Não se pensava em trocar, não se guardava o certificado de garantia, absolutamente dispensável. Minha mãe não largava os pedais da Singer nos finais da tarde, elaborava tampas coloridas para as compotas de doces ou revestimentos para penduricalhos. É óbvio que costurava, mensalmente, uma saia de renda para o gás, aproveitando sobras dos tecidos da cortina. Eu achava que o botijão fosse uma irmã.
Meu irmão caçula já considerava um menino e chamava sua roupa de poncho.
 – Mas é floreado! – eu dizia.
– Não existe poncho floreado.
Vestir o botijão revelava o quanto nos importávamos com o desnecessário.
O quanto tínhamos tempo livre para amar. Tempo livre para amar a família. Tempo livre.
Por Carpinejar.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

No Redentor.

Sempre gostei da data, ao contrário de muitas pessoas que fogem de si mesmas nesse dia. Eu, ao contrário, curto receber cumprimentos e quase sempre festejo. Aos 15, chamei uma turma e festejamos numa boate da cidade, que tinha mais espaço pra dançar. Mas foi simples, não um festão como se costuma fazer hoje e que até me espanta: agora os aniversários de 15 são verdadeiros eventos, com direção, produção, figurino e figurantes. Os pais gastam uma nota! Os que podem pagar, tudo bem, mas tem alguns que precisam economizar anos e anos para atender os desejos da sua princesinha. Nos 18 anos passei na Bahia com uma turma de amigas. Com direito a show do Terra Samba(uau!!!).
Ao longo dos anos, segui recebendo meus amigos em casa, organizando tudo sempre com carinho, pensando nos gostos de cada convidado que ia me abraçar no calor do Novembro. Neste ano, na data em que comemorarei meus anos de vida, quero estar rodeada de pessoas boas no meu pensamento. Depois dos vinte, pude me desprender de muitas pessoas e valores, e sinto que daqui, do alto das minhas emoções, dos quase vinte e cinco anos, só desejo uma via expressa entre eu e as realizações. E não acredito mais em milagres, em sonhos, e em melhores amigos. Nessa idade a gente sabe discernir o que é(quem é) para valer. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "vida".
 “Mas, com certeza, para nós, que compreendemos o significado da vida, os números não têm tanta importância.” O pequeno príncipe

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Trecho do livro e da vida

No primeiro dia pensei em me matar. No segundo, em virar padre. No terceiro, em beber até cair. No quarto, pensei em escrever uma carta para Marcela. No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com as noites em Lisboa. Em seis dias Deus fez o mundo e eu refiz o meu.
(Memórias póstumas de Brás Cuba)

10 dias.

Uma lembrança,
uma imaginação,
uma decepção,
uma nova esperança,
uma reflexão,
um dane-se, um desejo, outro, muitos, tudo fora das gavetas, numa bagunça muito maior do que meu quarto.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ao leste desse mundo!

É isso aí, ele está com outra. Não dá pra confiar nesses meninos. Menos de um dia e ele já correu para as coxas da primeira vadia qualquer. Você pensou que ele era diferente. Aliás, tem pensado que muita gente é diferente nos últimos tempos. Se toca, não há tanta gente diferente assim, ainda mais disponível, sem obsessão por algum amor passado, ou que não mistura calça riscada na vertical com camisa de listas horizontais.
g.nunes

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ya conocerán

Todos los que no entienden de perder te dirán:
- no pasa nada, la vida seguirá
Todos los que no saben de soledad te dirán:
- todo se olvida, otro ocupa su lugar
Ya te encontrará siempre te va buscando en la verdad
un día entenderás lo poco que va quedando en su lugar
Lo que a tu lado fui me lo guardaré...
Solo pido que deje de doler.
 Julieta Venegas- ya conocerán

terça-feira, 25 de setembro de 2012

cada frase é cada eu.

Eu espero alguém que não desista de mim mesmo quando já não tem interesse. Espero alguém que não me torture com promessas de envelhecer comigo, que realmente envelheça comigo. Espero alguém que se orgulhe do que escrevo, que me faça ser mais amiga das minhas amigas e mais irmã do meu irmão. Espero alguém que não tenha medo do escândalo, mas tenha medo da indiferença. Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim. Espero alguém que se arrependa rápido de suas grosserias e me perdoe sem querer. Espero alguém que me avise que estou repetindo a roupa na semana. Espero alguém que nunca abandone a conversa quando não sei mais falar. Espero alguém que, nos jantares entre os amigos, dispute comigo para contar primeiro como nos conhecemos. Espero alguém que goste de dirigir para nos revezarmos em longas viagens. Espero alguém disposto a conferir se a porta está fechada e o café desligado, se meu rosto está aborrecido ou esperançosa. Espero alguém que prove que amar não é contrato, que o amor não termina com nossos erros. Espero alguém que não se irrite com a minha ansiedade. Espero alguém que possa criar toda uma linguagem cifrada para que ninguém nos recrimine. Espero alguém que arrume ingressos de teatro de repente, que me sequestre ao cinema, que cheire meu corpo suado como se ainda fosse perfume. Espero alguém que não largue as mãos dadas nem para coçar o rosto. Espero alguém que me olhe demoradamente quando estou distraído, que me telefone para narrar como foi seu dia. Espero alguém que procure um espaço acolchoado em meu peito. Espero alguém que minta que cozinha e só diga a verdade depois que comi. Espero alguém que leia uma notícia, veja que haverá um show de minha banda predileta, e corra para me adiantar por e-mail. Espero alguém que fique me chamando para dormir, que fique me chamando para despertar, que não precise me chamar para amar. Espero alguém com uma vocação pela metade, uma frustração antiga, um desejo de ser algo que não se cumpriu, uma melancolia discreta, para nunca ser prepotente. Espero alguém que tenha uma risada tão bonita que terei sempre vontade de ser engraçada. Espero alguém que comente sua dor com respeito e ouça minha dor com interesse. Espero alguém que prepare minha festa de aniversário em segredo e crie conspiração dos amigos para me ajudar. Espero alguém que pinte o muro onde passo, que não se perturbe com o que as pessoas pensam a nosso respeito. Espero alguém que vire cínico no desespero e doce na tristeza. Espero alguém que curta o domingo em casa, acordar tarde e andar de chinelos, e que me pergunte o tempo antes de olhar para as janelas. Espero alguém que me ensine a me amar porque a separação apenas vem me ensinando a me destruir. Espero alguém que tenha pressa de mim, eternidade de mim, que chegue logo, que apareça hoje, que largue o casaco no sofá e não seja educado a ponto de estendê-lo no cabide. Espero encontrar alguém que me torne novamente necessário.
-suspiro, por Carpinejar

domingo, 16 de setembro de 2012

quem é maior?

amar o perdido, deixa confundido este coração
nada pode o ouvido contra o sem sentido apelo do não!
as coisas tangíveis, tornam-se insensíveis a palma da mão,
mas as coisas findas, muito mais que lindas,
essas ficarão!
trecho de Conversa de botas batidas