quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

the game

Algumas pessoas apenas não nascem para ficar juntas, digo juntas-juntas, embora seus encontros físicos sejam bem românticos e inesquecíveis. Vai ver é isso que querem dizer quando dizem que tudo isso é um jogo. Se você foi derrotado, não faz sentido ficar depois assistindo as reprises dos melhores momentos. Só tope jogar se souber perder. E eu perdi. Nós perdemos. Para nós mesmos, ou seja, perdemos para quem a gente é.
g.nunes

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

você pensa que está? mas não está!


Tem gente que inventa amor, para tentar se encontrar, para tentar ocupar um espaço que não foi capaz de preencher com a realidade, só para parecer emocionante uma vida, que cá para nós: ...deixa assim.
Por mais que rendam histórias e fotografias lindas e interessantes, no fundo isso tudo gera um prejuízo. Uma vida onde circunstâncias é que tornam sua vida, e que as determinadas escolhas lhe impõe o 'dever' de aceitar outras, cá para nós: ...deixa assim.
O que eu acredito, é que o mundo precisa de pessoas apaixonadas: por si mesmo. O processo de amar a si, e nada mais do que a si mesmo, é necessário em todas as fases da vida. E se as oportunidades desse entendimento não forem aproveitadas, a vida acaba levando à caminhos ilusórios, bonitos, atraentes, mas que no final... deixa assim!
"porque amar é uma arte, e nem todo mundo é artista!" renato russo


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pode ir 2012.

Quando aconteceu a virada este ano, já dava para sentir algo diferente. Como de costume eu não estava perto das minhas amigas, a gente não brindou com o vento da praia, fora que toda astrologia anunciava entrarmos no ano do fim do mundo. Por enquanto ainda estamos vivos, mas a impressão que dá, é que mesmo que o fim do mundo não aconteça, os dias tem nos devorado de tal maneira, que todos os dias anuncia algum fim. 2012 tem sido um ano de perda, sobretudo, de pessoas. Amigas interrompem relacionamentos, colegas perdendo colegas, pessoas perdendo empregos, agricultores perdendo grandes safras, política perdendo gente honesta para governar... Fora o celular que a gente perde, o ônibus, a academia, o show, os brincos, um aniversário, o capítulo da novela e as relações. Eu sinto tanto ter que passar por apoiar minhas amigas perdendo suas amigas, amigas que perdem um amor. Tenho visto tanta desgraça que quando recebo um convite de chá de panela, chego a agradecer ‘’Amém, vamos celebrar a alegria!’’. São difíceis os contrapontos que a vida apresenta. Difícil encontrar explicações que nos convençam de que até o fim o ano a gente vai superar tudo: principalmente as perdas.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Opa!

Já tive aos montes pessoas que não compensam esquentando a cadeira ao lado do cinema, o banco ao lado do carro e o travesseiro extra da cama.
E nem por um minuto senti meu peito aquecido. A gente até engana os outros de que é feliz, mas por dentro a solidão só aumenta. Estar com alguém errado é lembrar em dobro a falta que faz alguém certo.
 — Tati Bernardi.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

FIB

o rei Wangchuck do Butão, um pequeno país entre a Índia e a China há 37 anos percebeu que buscar o aumento do PIB não era a melhor solução!ele percebeu que o importante era a felicidade das pessoas, e criou o FIB(Felicidade Interna Bruta). O FIB leva em consideração outros indicadores, e busca criar um ambiente onde a felicidade possa aflorar. Oq importa não é quanto vc tem, mas oq vc faz com oq tem... como vc aproveita seu tempo, ou cuida da sua saúde por exemplo! E hj, mais de 40 paises implementaram o conceito de Felicidade Interna Bruta, dentre eles o Canadá, França, Inglaterra e Brasil, e muitas empresas estão criando serviços pensando na real felicidade de seus clientes. Empresas que entendem a real importância do impacto de suas atividades, e enchergam que melhorar a vida das pessoas, é tão importante quanto obter lucros.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O que relata 2012

Eu sei o que desuniu a família brasileira.
O momento em que ela abandonou o tradicional almoço em casa e procurou a rapidez do restaurante a quilo. Quando ela se desinteressou por completo da residência.
Quando trocou a diarista pela faxineira duas vezes por semana.
Quando começou a comprar comida congelada e economizar com os talheres.
Quando abdicou do pãozinho da padaria do final da tarde.
Quando as saídas ao supermercado tornaram-se frequentes. Quando o intervalo do trabalho diminuiu consideravelmente. Quando a vassoura sumiu de trás da porta.
Quando o avental desapareceu do seu gancho. Quando ter uma horta passou a ser irrelevante.
Quando o pai não mais visitou sua oficina de marcenaria na garagem. Quando a tabuleta de bem-vindo acabou dispensada. Quando o capacho se divorciou da porta. Quando a mãe adiou o jardim. Quando a vista de fora superou o carinho da decoração. Eu sei eu sei eu sei o instante exato da transformação. Foi na hora em que a gente parou de vestir o botijão de gás. Aquele ato mudou a mentalidade da classe média. Cuidar do botijão significava zelar pelos detalhes, pela aparência e ordem doméstica. Mostrava uma preocupação com o olhar das visitas. Um carinho com os coadjuvantes da rotina. Um capricho com as gavetas e despensas e forros e fundos e cantos e quinas. Não se podia deixar o gás daquele jeito sujo e engraxado no coração de azulejos da cozinha. Correspondia a um ultraje, a falta de educação, a ausência de asseio. Ele precisava estar agasalhado. Todos os objetos do mundo mereciam uma capa: os cadernos de aula, o filtro de barro, o liquidificador, os ternos no armário, os carros na garagem. Os objetos tinham que durar: geladeira era para a vida inteira, o fogão era para a vida inteira, máquina de lavar era para a vida inteira. Não se pensava em trocar, não se guardava o certificado de garantia, absolutamente dispensável. Minha mãe não largava os pedais da Singer nos finais da tarde, elaborava tampas coloridas para as compotas de doces ou revestimentos para penduricalhos. É óbvio que costurava, mensalmente, uma saia de renda para o gás, aproveitando sobras dos tecidos da cortina. Eu achava que o botijão fosse uma irmã.
Meu irmão caçula já considerava um menino e chamava sua roupa de poncho.
 – Mas é floreado! – eu dizia.
– Não existe poncho floreado.
Vestir o botijão revelava o quanto nos importávamos com o desnecessário.
O quanto tínhamos tempo livre para amar. Tempo livre para amar a família. Tempo livre.
Por Carpinejar.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

No Redentor.

Sempre gostei da data, ao contrário de muitas pessoas que fogem de si mesmas nesse dia. Eu, ao contrário, curto receber cumprimentos e quase sempre festejo. Aos 15, chamei uma turma e festejamos numa boate da cidade, que tinha mais espaço pra dançar. Mas foi simples, não um festão como se costuma fazer hoje e que até me espanta: agora os aniversários de 15 são verdadeiros eventos, com direção, produção, figurino e figurantes. Os pais gastam uma nota! Os que podem pagar, tudo bem, mas tem alguns que precisam economizar anos e anos para atender os desejos da sua princesinha. Nos 18 anos passei na Bahia com uma turma de amigas. Com direito a show do Terra Samba(uau!!!).
Ao longo dos anos, segui recebendo meus amigos em casa, organizando tudo sempre com carinho, pensando nos gostos de cada convidado que ia me abraçar no calor do Novembro. Neste ano, na data em que comemorarei meus anos de vida, quero estar rodeada de pessoas boas no meu pensamento. Depois dos vinte, pude me desprender de muitas pessoas e valores, e sinto que daqui, do alto das minhas emoções, dos quase vinte e cinco anos, só desejo uma via expressa entre eu e as realizações. E não acredito mais em milagres, em sonhos, e em melhores amigos. Nessa idade a gente sabe discernir o que é(quem é) para valer. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "vida".
 “Mas, com certeza, para nós, que compreendemos o significado da vida, os números não têm tanta importância.” O pequeno príncipe

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Trecho do livro e da vida

No primeiro dia pensei em me matar. No segundo, em virar padre. No terceiro, em beber até cair. No quarto, pensei em escrever uma carta para Marcela. No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com as noites em Lisboa. Em seis dias Deus fez o mundo e eu refiz o meu.
(Memórias póstumas de Brás Cuba)

10 dias.

Uma lembrança,
uma imaginação,
uma decepção,
uma nova esperança,
uma reflexão,
um dane-se, um desejo, outro, muitos, tudo fora das gavetas, numa bagunça muito maior do que meu quarto.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ao leste desse mundo!

É isso aí, ele está com outra. Não dá pra confiar nesses meninos. Menos de um dia e ele já correu para as coxas da primeira vadia qualquer. Você pensou que ele era diferente. Aliás, tem pensado que muita gente é diferente nos últimos tempos. Se toca, não há tanta gente diferente assim, ainda mais disponível, sem obsessão por algum amor passado, ou que não mistura calça riscada na vertical com camisa de listas horizontais.
g.nunes

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ya conocerán

Todos los que no entienden de perder te dirán:
- no pasa nada, la vida seguirá
Todos los que no saben de soledad te dirán:
- todo se olvida, otro ocupa su lugar
Ya te encontrará siempre te va buscando en la verdad
un día entenderás lo poco que va quedando en su lugar
Lo que a tu lado fui me lo guardaré...
Solo pido que deje de doler.
 Julieta Venegas- ya conocerán

terça-feira, 25 de setembro de 2012

cada frase é cada eu.

Eu espero alguém que não desista de mim mesmo quando já não tem interesse. Espero alguém que não me torture com promessas de envelhecer comigo, que realmente envelheça comigo. Espero alguém que se orgulhe do que escrevo, que me faça ser mais amiga das minhas amigas e mais irmã do meu irmão. Espero alguém que não tenha medo do escândalo, mas tenha medo da indiferença. Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim. Espero alguém que se arrependa rápido de suas grosserias e me perdoe sem querer. Espero alguém que me avise que estou repetindo a roupa na semana. Espero alguém que nunca abandone a conversa quando não sei mais falar. Espero alguém que, nos jantares entre os amigos, dispute comigo para contar primeiro como nos conhecemos. Espero alguém que goste de dirigir para nos revezarmos em longas viagens. Espero alguém disposto a conferir se a porta está fechada e o café desligado, se meu rosto está aborrecido ou esperançosa. Espero alguém que prove que amar não é contrato, que o amor não termina com nossos erros. Espero alguém que não se irrite com a minha ansiedade. Espero alguém que possa criar toda uma linguagem cifrada para que ninguém nos recrimine. Espero alguém que arrume ingressos de teatro de repente, que me sequestre ao cinema, que cheire meu corpo suado como se ainda fosse perfume. Espero alguém que não largue as mãos dadas nem para coçar o rosto. Espero alguém que me olhe demoradamente quando estou distraído, que me telefone para narrar como foi seu dia. Espero alguém que procure um espaço acolchoado em meu peito. Espero alguém que minta que cozinha e só diga a verdade depois que comi. Espero alguém que leia uma notícia, veja que haverá um show de minha banda predileta, e corra para me adiantar por e-mail. Espero alguém que fique me chamando para dormir, que fique me chamando para despertar, que não precise me chamar para amar. Espero alguém com uma vocação pela metade, uma frustração antiga, um desejo de ser algo que não se cumpriu, uma melancolia discreta, para nunca ser prepotente. Espero alguém que tenha uma risada tão bonita que terei sempre vontade de ser engraçada. Espero alguém que comente sua dor com respeito e ouça minha dor com interesse. Espero alguém que prepare minha festa de aniversário em segredo e crie conspiração dos amigos para me ajudar. Espero alguém que pinte o muro onde passo, que não se perturbe com o que as pessoas pensam a nosso respeito. Espero alguém que vire cínico no desespero e doce na tristeza. Espero alguém que curta o domingo em casa, acordar tarde e andar de chinelos, e que me pergunte o tempo antes de olhar para as janelas. Espero alguém que me ensine a me amar porque a separação apenas vem me ensinando a me destruir. Espero alguém que tenha pressa de mim, eternidade de mim, que chegue logo, que apareça hoje, que largue o casaco no sofá e não seja educado a ponto de estendê-lo no cabide. Espero encontrar alguém que me torne novamente necessário.
-suspiro, por Carpinejar

domingo, 16 de setembro de 2012

quem é maior?

amar o perdido, deixa confundido este coração
nada pode o ouvido contra o sem sentido apelo do não!
as coisas tangíveis, tornam-se insensíveis a palma da mão,
mas as coisas findas, muito mais que lindas,
essas ficarão!
trecho de Conversa de botas batidas

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

insuportável

Ao fazer meu check-in no terminal do aeroporto, empaco e crio fila.
Não superava a etapa: qual o contato de emergência? Nome? Telefone? Não digitava nada. Quem colocar? Quem vai velar por mim depois que você foi embora?
Sobrevivo assim a maior parte do tempo.
Quando ando pela rua, reviso os bolsos, fraquejo com a memória, me assusto com as coincidências. Saio de casa com a impressão de que deixei a cafeteira ligada, a porta destrancada. Qualquer atitude esconde sua ausência. Todo lugar que já estivemos me rebobina. Olho, e me perturbo.
Se avisto um carro como o seu, corro para ler a placa. Se percorro Ipanema, vejo sua sorveteria predileta e minha boca procura reaver o cheiro de pistache.
Quando atravesso a faculdade, recordo o quanto desejava ter um leão de pedra no pátio de sua casa.
São observações aleatórias, coisas que diríamos. De tanto antecipá-la em pensamento, hoje minhas palavras me atrasam.
Nem dormindo não tenho paz.
Eu me acordo cinco vezes por noite. Consulto o relógio a cada duas horas até amanhecer. Despertar é uma vitória, como uma festa ruim que dependemos de carona.
Antes explicava para as pessoas que estava separado. Agora cansei. Se me perguntam de sua presença, respondo: — Tudo bem! E terminou o assunto. Explicar constrange.
O que mais me atormenta é que os amigos e familiares usam o mesmo bordão para me acalmar:
 — Vai passar. Não é um conselho alegre. Não me tranquiliza saber que terminaremos. É uma advertência que me desespera. Não gostaria que passasse. Eles não entendem que não sofro porque o amor acabou, sofro para não acabar o amor.
Sou contrário ao término, me oponho à nossa extinção. Sou o único que resiste contra o fim de nossa história. Eu não quero que passe. Mas sei que vai passar. Sei que o amor vai morrer desidratado, faminto, por absoluta falta de cuidado. Vai passar, infelizmente. Tudo o que a gente construiu junto vai passar. Tudo o que a gente idealizou, inventou e armou vai passar. O lugar no peito que recebia seu rosto para dormir vai passar. Nossos apelidos, nossos chamados, nossas piadas vão passar.
Por mais que acredite que seja impossível, irá namorar de novo, sem se apaixonar. E vai passar.
Não superamos os medos, sucumbimos na segunda crise, e simplesmente desistimos de insistir.
Somos fracos, somos influenciáveis, somos tolos. Foi muita incompetência da nossa parte. Não seremos inesquecíveis. Vai passar.
fabrício carpinejar

terça-feira, 11 de setembro de 2012

sorry!

quando ele pensa, e sabe, que nunca me esqueceu,
eu não respondo - eu também!
Porque eu não confio nas noções que ele tem de amor,
e ele, não acreditou quando eu dizia que o que eu sentia era amor.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A mão.



Mas bem, você sabe, talvez eu não seja o grande transatlântico que pensas que sou, talvez apenas um navio cargueiro meramente transportador e tu também já conhece todos os meus jeitos errados e o que penso da vida.
Você sabe, eu vou te mentir, diversas e diversas vezes, mesmo que eu nem precise, vai ser involuntário. Mesmo tu sabendo que eu não vou me encaixar em todas tuas expectativas, que vou me esquecer de datas importantes, que eu não vou achar legal aquele teu amigo que tu adora e que várias e várias vezes tu vai se questionar muito, e se perguntar sobre o caminho que as coisas estão indo.

E eu vou ficar longe de ti por diversos dias, e isso vai doer bastante. As más línguas vão encher tua cabeça com bobagens e toda noite tu vai demorar um pouco mais para dormir por conta disso, e você vai torcer e gritar para que isso não ocorra, mas vai.

E agora, que eu já disse tudo e tu já sabe de todos os pontos da história. Mesmo tu sabendo de tudo isso.
E se eu te der a mão, vem comigo?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

trapézio do coração, né?

A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas. Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz. Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não? Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.

Antônio Prata

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um canto


Com tanto lugar cheio de claridade dentro da mente, porque insistimos em levar os pensamentos para o canto mais escuro?
Nossas certezas precisam ser estendidas em lugar claro e arejado,
sem sombra de dúvida.

Identidade próxima.

Ela é solteira. Não sozinha. Ela pinta as unhas de vermelho quando quer. Mas, também, sabe deixar as unhas em cacos quando dá vontade. Esbanja esquisitices ao falar dos seriados prediletos. E se cala quando o assunto é sobre o porquê dela não ter namorado. Ela usa vestido de tricô, daqueles clichês para tomar chá quando o tempo é frio. E bebe cervejas em canecas, como homens pré-históricos. Ela ri de palavrões e de piadas de humor negro. Mas, também, se derrete mais do que picolé em frigideira quando recebe um SMS romântico de madrugada. Mas por que não namora?

Ela acorda, escova os dentes de quem já usou aparelho, toma chocolate quente, se arruma e vai trabalhar. Prefere usar preto. Mas desbanca qualquer havaiana bonita quando inova em alguma vestimenta cheia de flores coloridas. Ela é linda e desconversa. Fala do tempo, do futebol, da novela, da mãe, da crise do Paraguai e do Joseph Gordon-Levitt. Mas por que tu não namoras?

Quando o assunto é sexo, ela fala menos do que escuta. Escuta com os ouvidos, com os olhos, com a boca e com os pêlos da coxa. Transa menos do que deseja. E sabe esconder alguma aspirante a Sônia Braga dentro daquele decote comportado. Ela curte os Beatles, os Novos Baianos, Caetano e o Cícero. E fala que eu tenho péssimo tom de voz. Lê Caio, Keroauc, Fante e Gabito. Mas diz que, também, gosta das minhas histórias. É estranha, também. Assumo. Corta o cabelo de acordo com as fases da lua e gosta de comer macarrão com feijão. Gosta de umas bandas que ninguém conhece e chora com as histórias do Nicholas Sparks. Liga o ar condicionado porque gosta de dormir sentindo frio e acaba repousando feito uma esquimó com meias e edredom.
Uma linda esquimó, por sinal. Não sabe usar o celular. Costuma atender as ligações somente após a quarta tentativa de chamada. Não, ela não ignora. Ela perde tempo é procurando o celular na bolsa, debaixo da cama ou pia na banheiro. Mas, vez em quando, ela sabe ignorar também.

Não sabe dançar. Recusa os convites, mas adora ser convidada. Odeia batom e gosta de brincos de pena. Mas por que ninguém conseguiu ultrapassar esse muro de Berlim que você ergueu no teu peito?

Ela desconversa. Ri de canto de boca e me pergunta se eu fumo tentando desviar o assunto pra longe. Eu insisto. Falo coisas demodês e jogo no ar o fato de que eu a acho perfeita. Ela empina o nariz o fino, me lança teus olhos verdes escuro e ajeita-se sobre a mesa. Muda o tom e me fala: “Porque eu não quero”. E eu rio sem graça da minha maldita ideia de achar que todo mundo quer ter alguém para dividir os brownies.

ELA NÃO QUER ALGUÉM PARA DIVIDIR OS BROWNIES- Hugo Rodrigues

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Coração em voo livre.

Talvez ela não esteja e nem queira estar para ver o circo pegar fogo. A cobra poderá fumar ou a jiripoca piar mas ela só quer estar distante disso tudo. Talvez só queira um refúgio, uma fuga de lindas paisagens e acomodar o coração em outra língua- literalmente ou não. Só quer se preparar e acreditar de fato que o que houve entre eles foi uma desistência mutua, e que a longo prazo, de qualquer forma, a maionese desandaria. Por incompatibilidades generalizadas, por serem a água e o vinho, por ela ser muito humana e transparente e ele tão somente composto de carne, osso e pele branquinha. Só quer levar o coração para um voo livre, e acredite minha amiga, embora no inicio essa distancia poderá parecer uma prisão, há sim razões que a própria razão desconhece, e há sim, muitas prisões que libertam. Leva tua alma para passear, tua mente para alçar novos voos, vai respirar novos ares. E passe o tempo que for necessário, se munindo de armas argumentativas. Não que tu deva satisfação para alguém, mas que perceba para ti mesmo ' Ei, hoje também vejo que não vale a pena. Agradeço o estilo Lord e sem cavalo branco que tentaste ser, mas agradeceria em praça pública se tivesse me poupado da maneira rude como partiu, a galope num pangaré.' Que enfim, minha amiga/irmã//mãe/filha, tu saibas que um pedaço do meu coração embarcará nesse teu voo livre, acompanhando cada capítulo da tua nova jornada. E se pelo caminho, tu encontrar pegadas, fui eu que passei pelas mesmas armadilhas da vida e por isso falo com maestria que nada é mais forte do que o amor que a gente sente pela gente mesmo. E por tu ser um pedaço considerável de mim, o que eu sinto por mim, estendo à ti. Segue viagem com o coração em voo livre e quando se sentir preparada, te rende a uma prisão que valha a pena.

Por Ana C.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

E a última parcela do seguro, acabou!

Todo cidadão que trabalha e é dispensado sem justa causa, tem direito a este benefício. Nada mais justo, afinal, ser suspenso do cargo merece um apoio!
O pagamento é correspondente ao tempo de serviço prestado, ou seja, quem trabalhou por mais de seis meses: pode requerer este direito. E na vida pessoal funciona da mesma forma.
A gente é demitida sem justa causa de uma relação- que a gente trabalhou para ter, e sim: precisamos de um seguro. Porque um determinado dia o ‘patrão’ chega e diz:
 - Não dá mais, residimos o contrato por aqui, procura teu seguro minha Cara, e ...boa sorte!

E chega o momento de correr atrás dos nossos direitos, ir atrás dos recursos que o mundo oferece para continuarmos ativos no mercado. E a gente cria especialidades, e forças para seguir adiante.

A última parcela do seguro acaba agora, com quase seis meses no direito de estar desesperada, opa! desempregada, a gente se encontra com um pouco mais de estrutura, para continuar na luta de não ser demitida por qualquer maluco que a gente ousa firmar vínculo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

de mim mesma!

"Alguém sempre estará a espreita, em alguma sombra do seu passado amoroso. Eu não tenho estômago pra digerir essas suas eternas opções. E se sou apenas uma opção, então é melhor ficarmos por aqui."
gabito MEU REI

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

pontinhos!

Eu decidi então interromper as buscas. Tanto caí nessa vida que hoje em dia nem noto o som das minhas costas baqueando contra o chão. E mesmo correndo o risco de perder qualquer pessoa na qual valha a pena investir esforços para ficar ao lado, acho mesmo que preciso abortar a missão de um relacionamento sério e retornar sorrindo ao estágio estoico da minha vida, até tudo 'normalizar', no sentido original da palavra.
gabito nunes- colega!

terça-feira, 31 de julho de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

a merda.

Às vezes simplesmente não dá pra delimitar quem somos. Lúcidos ou não, estamos todos atrás daquilo que nos pertence, e que todo dia nos escapa um pouco: nossas próprias vidas. Cada um de nós acha mais ou menos que sabe onde ela fica, e é pra lá que vamos sem pensar muito. Se por vezes acabamos meio parecidos com moscas cortejando a merda, bem, isso pode ser apenas um tremendo erro de julgamento. Para as moscas, que só vivem uma ou duas semanas, a merda é o máximo.

gabito nunes.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Aeroporto dói.

Detesto aeroportos. A porta de embarque tem um cheiro de tristeza, e aquele salão parece estar tomado de pessoas chateadas e sozinhas. Tem cheiro de saudade.
Aeroportos é um acúmulo de despedidas e reencontros, um misto de pessoas que começam a viver uma nova fase, com outras que encerram alguma fase. Detesto aeroportos. A gente se despede um do outro e prá quem fica, fica lá... sozinho, à deriva de uma dor de voltar prá casa sem alguém. E isso, isso é muito triste.
Pior é a incerteza da volta(e que volta?), porque quem sabe será o último beijo? o último olhar? Mas o abraço é que é o pior. É um desespero aquele abraço de aeroporto. Um silêncio e choro com soluço.
A perda é suportável, o que dói mesmo é a indefinição das coisas- pode acreditar.
É o não saber daquela volta aérea.
Ver aviões subindo sempre é dor de perda, algo que vai- e foi.
Nem mesmo a alegria de uma chegada, consegue ser maior que a dor da partida, naquele céu prá onde vai, e leva uma imensidão de sentimentos da gente.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

cega, surda e muda!


Um velório sem corpo.

- Vem aqui, vou te contar uma coisa minha filha!
Disse a avó com 84 anos, para sua neta de 24.
- Segura na minha mão e ouve bem o que a vó, tem para lhe dizer:
A verdade é que o que lhe aconteceu, foi um velório sem corpo. Tu, minha filha, teve que esquecer alguém sem a despedida, sem o adeus, sem o último toque, sem saber que findava, e por isso a tua dor.
Uma vez eu achei que a minha avó não enxergava as coisas como elas são, e pensava que ela não compreendia 2012 com totalidade. Mas essa conversa me fez ver que além da percepção de uma senhora, estava a verdade que eu custei para formalizar numa só frase.
Tá aí.
Exercito todos os dias uma conversa franca com meus botões, e por mais que os dias passem tem um silêncio que paira, uma interrogação no peito. Às vezes a gente só deixa a vida nos levar, como se fosse um rio que carrega lixo e troncos de árvores, mas se enfrentar e perceber o que acontece não costuma ser um hábito na nossa vida.
A dose da realidade, ela é sempre bem- vinda! Por isso: Obrigada vó, por estender a mão - enrugada e leve, nestes momentos em que a gente procura terminar com sentimentos que ainda não foram velados.


sábado, 14 de julho de 2012

ai,ai.

Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras,
voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser.

Caio

terça-feira, 10 de julho de 2012

'É só sorriso, mas não consegue chorar'

Estou realocando as situações, algumas pessoas, e alguns sentimentos aqui dentro do peito. Não estavam nos planos compartilhar o que era nosso.  Suas lágrimas me comoveram, mostraram lástima do que de fato habita seu coração. Seu anúncio importou, e colocou suas mágoas para fora.
Mesmo assim, preciso ser franca, porque tem coisas que eu prefiro esconder.

terça-feira, 3 de julho de 2012

teu lado em dúvida, oi?

Com a cabeça e os pés no chão eu escrevo este texto. No propósito de ajuda. Prá ti, porque eu tô dispensando. Frequentei muitas festas, bebi um bocado, dancei como se estivesse no meu quarto escuro eu e o espelho, e conheci pessoas também. Quando eu tinha 15 anos também fiz isso. E a sensação era um pouco menor. Me reunia com amigas, bebíamos numa menor proporção, e nos divertíamos muito, muito mesmo. Dá trabalho manter as aparências e agir naturalmente. A gente precisa quase que se dobrar para se mostrar inteira. E não é bem assim. Nem tudo passou, e nem tudo é leve e bem resolvido. E eu fico pensando que momento da vida tu também te dedicou prá ti? Será que dançou como deveria, será que comeu baurú depois da balada e se sujou como criança? Será que reuniu amigos e foram para festa mais inútil, e detalhe: aquela foi a melhor festa! E será que já trabalhou o dia inteiro e saiu numa terça-feira com espírito de sexta, e curtiu tanto?
Às vezes a gente mente tanto que "está tudo bem", sendo que a verdade e a realidade, ninguém nunca vai saber.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

hoje+tempo

Não sei se você me entenderia. Se aceitaria hoje o jeito que eu danço nos lugares, e a forma no qual me comunico com as pessoas. Não sei se você conseguiria entender o novo plano que eu montei.
Sabe aquela história de ontem, aquela que te expliquei cada vírgula em mim? Pois é. Não esquece. Porque é a minha verdade, e o meu sustento.
O futuro tem que ser bonito, por mais que o passado tenha sido triste. E a gente só vai compreender do presente quando a gente sentar no futuro, tomar uma bebida e conversar avaliando sobre o que passou nos nossos olhos(e no coração também).
Faço contagem regressiva pra escolher a mesma coisa que você quer!


terça-feira, 26 de junho de 2012

será?

corre a notícia,
que o mundo é teu umbigo.



Um conto.

Sempre fui geniosa (há quem chame de teimosa). Opinião forte, do tipo que defende quem ama. Quando gosto é estampado no meu rosto, e quando também não gosto, não sei usar máscara. É quase impossível esconder minha cara de reprovação- já diriam meus amigos.
Um dia me apaixonei. Sim, eu tava muito apaixonada. E naquela época eu escrevia muito, com uma supernecessidade de fazer o mundo entender o quanto eu respirava aquele sentimento. Me perdi no meio de tudo, no meio dele, no meio da história. Por fim, ele se casou com outra. Bebi uma garrafa de vinho(bom!), porque tomar trago com bebida barata é só para dar ressaca. Bebia, chorava, chorava e bebia. Tive a fase da saudade, da raiva, dos questionamentos: PORQUE?
Com tanta mulher imbecil nesse mundo, logo eu que sou tão legal com as pessoas só me ferro?
Demorei um tempo, mas comecei a me enxergar. Valorizar certas coisas, gostar de cada pedaço meu. Até dos podres, porque todo mundo tem. E quando eu encarei tudo e me enxerguei bem de frente, encontrei um barbudo de olhos castanhos. E me apaixonei. E ele sim foi o amor da minha vida. Um sonho.
Sim, sonho.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Faz mal lembrar das coisas que foram e não voltam

se ao menos desse revolta, desse angústia e saísse alguma coisa que presta. Desejo de ir embora. Para que me protejam, para que sintam falta. Vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandarei um cartão-postal, de algum lugar improvável. Mônaco, Napoli, Stuttgart. Escreverei: penso em ti. Deve ser bonito, mesmo que melancólico(e dolorido), alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como estes(aí ).


quinta-feira, 21 de junho de 2012

atestado de pobreza

Perdidos, perderam-se, perdeu-se.
Indeciso entre continuar e seguir, ele seguiu em frente. Porque haviam tentações neste caminho, que mais tarde ouviu-se falar ser uma furada. Eu o conheci, razoavelmente, e eu senti que ele era o infeliz.
Mergulhou na sua própria viagem e resolveu tentar encontrar um novo caminho. Mas eu o conheci e não dou um tostão por ele. E dificilmente me engano.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

ao lado dele no dia 20.6

Todas as vezes que eu ouço falar: presidente, partido, liderança, coligação, município e assuntos em geral com a política, meu pensamento corre para acompanhar tuas visões no campo em que compreendes tão bem.
Ele é o Chefe da (minha)Casa Civil. O (meu) melhor partido à seguir. Minha Ideologia partidária, e meu Plano de Governo.
Quero dizer que nesse dia que honras mais um ano para trás, e vislumbramos um excelente ano pra frente, que continuarei estando do teu lado, pra honrar o amor que compartilhamos e fortalecemos diariamente (mesmo que o dia-dia não nos permita), alimentamos esse amor até mesmo em pensamento, porque somos iguais em nossas diferenças.
Pai,
Levantarei a mesma bandeira que a tua, mesmo sem conhecer tão bem quanto tu, qual a bandeira. Argumentarei teus posicionamentos perante as pessoas, mesmo não tendo tanta prioridade pra falar. Apoiarei tuas falhas, teus ganhos, tuas escolhas, porque não meço fronteiras para ser a favor de ti.

Meu voto nessa campanha É TEU. E meus votos para teu próximo ano de vida é principalmente o SUCESSO e a recompensa justa de todos teus esforços.
Que todas as tuas idealizações aconteçam(de todo meu coração).
Feliz dia especial! 

negociando o silêncio

Mas que me dissesse logo pra que eu pudesse desocupar o coração. Avisei que não daria mais nenhum sinal de vida. E não dei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de dor. Não faço parte de quem cultiva o sofrimento. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de contatos. No meu plano real, me pergunto: que história é essa? No que depender de mim, estou disposta e aberta. Perguntei a ele como se sentia. Porque não disse, porque?
Eu tomaria o silêncio como um não e ficaria também em silêncio. Acho que fiz bem.
Caio F.A

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Aos quase 730 dias

Nunca mais vou esquecer daquele gosto. Da dor, gosto do desespero, gosto do desamor.
O que eu sentia valia muito a pena, e eu aceitei a condição do ''ir''.
'' Vai, pode ir, mas volta! ''
Não. Não teve volta. O que era doce e bonito se apagou, e o vazio se propagou de forma que tive que recolher os pedaços sozinha de toda aquela história que não aconteceu. Que não me pertenceu.
Ser madura e legal as vezes pode te levar para um caminho sem saída e nada atraente. Não importa ter uma boa família, e lutar pelos objetivos profissionais. Não importou. Na hora de abrir a torneira e deixar correr a água, como quem não tem consciência do desperdício em pleno ano de 2012, foi bem assim que aconteceu.
Deixa ir.
E foi. E está indo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

12.6


Sempre achei que gostava, de mim. Estamos falando de mim, porque aliás, já faz uns meses que olho pra mim. Nunca liguei para esse papo de auto-estima. Achava que tava 'tudo dominado'. Que cada um nascia com a sua, e que eu alimentava a minha, assim, sem muito esforço. Mas não. Neste 'tempo', tenho feito com que nada se perca. Um bom gosto nas roupas, nos acessórios, as unhas pintadas, o cabelo arrumado, o sapato limpo, sobrancelhas feitas, e o esforço pelo reflexo no espelho estar em dia.
Muito mais importante que ter alguém, é ser verdadeiramente alguém. Muito mais importante do que tentar lidar com alguém, é lidar consigo mesmo. É se suportar todos os dias. Gostar do que se vê, e do que não se vê. É se engolir. Porque sendo assim, a gente fica menos exposta prá quem acha que nos dando um chega prá lá, vai afastar nós de nós mesmos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

em qualquer outro lugar, menos ali.

quem ama é feliz, e eu soube ser.
é um relacionamento falido, e todo mundo soube.
mas amanhã com o rosto lavado, e um sorriso postiço
o mundo todo vai estar me fazendo companhia.
e disso eu é que sei.

terça-feira, 22 de maio de 2012

who knew?

Senhor Tempo, vou te fazer um pedido:
- peço que sejas contínuo em colocar no meu caminho somente as coisas boas, e permanecendo em paz, que eu me encontre todos os dias, sabendo me posicionar diante das turbulências dessa vida.
Tempo, por favor, seja paciente e me compreenda-sempre. Quero acreditar que Tu és o Senhor mais sábio que deva-se seguir. Aqui, da onde eu falo, ninguém sabe nada, mas Tu, sempre dá as respostas necessárias para a metade das nossas dúvidas.
Amém!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

sem ouvidos.

e minha mãe me ensinou aos gritos que
a gente não deve dar vereditos prematuros em relação aos outros!

g.nunes

sexta-feira, 18 de maio de 2012

run,run,run



Hoje acordei e fui correr. Corri como se não existisse chegada, e cada passo rapidamente dado era um espinho que me machucava. Quase não os sentia, de tanta força e rapidez que coloquei naquele esforço.
Não senti as pernas.
Perdi o ar.
Senti calor. E também não senti mais o coração.
Cadê?
"Me trás de volta aquele ar que enchia a alma, depois o peito!"
Corri, corri muito para um lugar que mal eu sei. Corri até perder as forças!E sigo correndo.
Um dia chego.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

But you can't stay here...




O tampo de vidro quebrou, mas o fogão continua funcionando.
 A confiança quebrou, mas o amor permanece aceso.
Carpinejar

domingo, 13 de maio de 2012

pensamento meu.

Eu tinha a sensação de procurar nos lugares errados. De estar sempre onde a minha alma não queria estar. Mas ia. Ia porque imaginava que o presente pedia que estivesse ali, passando por exatamente aquela situação. Todo mundo fica assim no começo, e eu ainda estou no começo- é! Eu queria aquilo que os gregos chamam de KALOS KAI AGATHOS- o perfeito equilíbrio do bom e do belo. Eu queria ser transparente no meu pensamento, mas é preciso esconder em meio aos dias uma série de lembranças e desejos, e digo: meu rosto é transmissor do que eu sinto. Então:
- se não me vês, não sabes.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

a gente sabe! por Clarissa Correa

'Me dei conta, depois da vida me estapear a cara diversas vezes, que quem te quer faz o possível e o impossível para ficar contigo. É simples. Não é complicado ou complexo, não. A gente é que coloca vírgulas, exclamações e interrogações. Mas o amor de verdade é cheio de reticências, de continuidade. Porque você quer. E a outra pessoa também. '

terça-feira, 8 de maio de 2012

come casca de ferida!

Nem todas as feridas são superficiais e a maioria das feridas são mais profundas do que imaginamos.
Não se pode enxergá-las a olho nu.
Mas há também as feridas que nos pegam de surpresa,
e o truque com qualquer tipo de ferida ou doença, é cavar fundo e descobrir
seu verdadeiro motivo... e quando descobrir, tentar com todas as forças curar essa desgraça.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

o que é estar em paz?

Na verdade o que todo mundo quer é tempo.
Tempo para viver. Tempo para cair. Tempo para levantar e
tempo para continuar vivendo.
E quando a gente tem a chance de se encontrar(de novo) é uma nova chance de se oportunizar vestir novas ideias, novas roupas, novas possibilidades.
E assim é. E assim se encontra um jeito bom de se encontrar.

Mesmo que acabe

ele vai mudar,
escolher um novo jeito de dizer: alô!
vai ter medo de que um dia,
ela vá mudar.


http://www.youtube.com/watch?v=redOxhfenp8

quinta-feira, 3 de maio de 2012

I've waited for a long time


Largo tudo se a gente se casar domingo. 
Vendo o navio em alto mar passar, com uma linda história para sonhar.
O que era sonho não se tornou realidade. 
De pouco em pouco a gente foi erguendo nosso trem, nosso carrossel, vai-vem e não para nunca mais.
Do outro lado onde tudo começou, pra onde você quiser eu vou. 
Largo tudo. 
Toda linda de branco, um avião a decolar, indo sem data para voltar. 
Com um história linda pra contar...

terça-feira, 1 de maio de 2012

sincero!

Ele chorou, eu chorei, eu disse umas besteiras tipo não-estou-nem-aí ou você-ainda-vai-me-procurar, ele me jogou coisas, me xingou de fracassada, que o meu romance era só um álibi para que eu pudesse fazer merda nenhuma da minha vida. Eu disse que não ia mudar, eu não sabia ser nada diferente, nada que o fizesse se re-apaixonar por mim. Eu era isso, só isso, e pronto. Não sei ser humana. Quando as verdades saem da boca contaminadas de frustrações íntimas, negatividades, sentimentos de vítima e julgamentos crueis, não adianta, ferrou com tudo. Acabou. Na hora, eu quis perguntar se tinha algo a ver com outra pessoa, mas quando estão nos abandonando ninguém nunca menciona nome de terceiros, sempre dizem nada ter a ver com outras pessoas, como se não existisse mais ninguém na cabeça. E três semanas depois já estão num relacionamento sério, segundo alguma rede social que você precisará suicidar seu perfil se quiser passar os dias como um cidadão com os batimentos cardíacos moderados e operacionais. Foi o que aconteceu, depois que eu abri passagem. Eu não sei se ele queria que eu lutasse ou não, mas agora tanto faz. Sinto saudades, dói um pouco, mas estou mais interessado em mim. Ando curiosa e preciso saber. Quando há sol e você tem um monte de gente pra conversar, fica fácil de suportar.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Então tá combinado.

Um dia eu achei que a gente tinha que se gostar, se curtir, trocar o que não tá bom. Achava que o espelho mostrava pra gente o que estava fora do lugar, o que era em excesso.
Mas não.
Não adianta achar que tá pronta, que tá inteira, o tempo ainda tá pedindo a muleta. Se erguer do chão depois de um tombo é fundamental, mas cada um tem um tempo, uma velocidade e nada que os outros falem pode alterar esse movimento. Gasto tempo comigo, me recuperando, me estendendo a mão. Fico pensando em cada ponto(fraco)principalmente, em cada ideia que naufragou. Mas quem sabe assim, eu finjo que aceitei, tu finge que tá bem, eu finjo que sumi, tu finge que é feliz. E tá combinado.

MARTHA MEDEIROS

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2010/04/martha-medeiros-condicao-de-entrega-2874922.html

segunda-feira, 23 de abril de 2012

pra ti mesmo.

Muitos forçam uma causa, para descontar o preço da loucura. Muitos revisam os últimos movimentos para justificar o término. Muitos mentem para não passar trabalho. Muitos tentam diminuir a injustiça inventando fatos.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cartas para Julieta



eu preferia que isso tudo fosse um filme, e que eu tivesse escolha do stop, pause e play. Que eu tivesse a escolha do canal, do gênero do filme, e também a opção de me emocionar(ou não). A verdade é que a vida não tem escolha muitas vezes, não estão na prateleira p/gente escolher: por favor, hoje eu quero uma aventura!
Ser obrigada a assistir o canal aberto sem a opção da tv por assinatura, é a realidade. Queria que fosse um filme! sim, eu queria.
E não é só pra mim que isso acontece. A vida é assim p/mais gente.
Escolher é algo que pode definir uma série de outras coisas, e nos remete a (muita)responsabilidade também.



"E" e "Se" são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra, mas coloque-as juntas lado a lado, e elas tem o poder de assombra-lá pelo resto da sua vida......."E se"

Não sei como sua história acabou. Mas sei o que você sentia na época era amor verdadeiro então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro então, porque não o seria agora? Voce só precisa ter coragem para seguir seu coração. Não sei como é sentir amor como o de Julieta, um amor pelo qual abandonar entes queridos, um amor pelo qual cruzar oceanos.
Mas gosto de pensar que, se um dia sentisse, eu teria coragem de agarra-lo.
E Claire se voce não o fez, espero que um dia faça.

Com todo meu amor.

Julieta.
(trecho do filme Cartas para Julieta)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

clássica e atual.


Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas:
jamais jogue alguém fora.

Audrey Hepburn

segunda-feira, 9 de abril de 2012

09.04.2012.

Você sabe. Acho que sempre soube. Eu tinha medo de gostar de alguém, de me envolver, de me mostrar sem disfarces. Amar dá um medo danado. De perder a liberdade, a identidade, de se machucar, de não saber mais voltar.
Eu estava na melhor fase da vida. Tinha certeza do que queria, procurava um trabalho, estava bem comigo, com minha mente, com meu corpo, com meus sonhos. Não precisava de mais ninguém, não sentia falta de nada, nem mesmo de mim. Eu me tinha. Me curtia. Gostava da minha companhia.
Quando era mais nova deitava a cabeça no travesseiro e ficava pensando em encontrar alguém até pegar no sono. Queria tanto um amor. Um homem que me amasse, que desse risada comigo, que gostasse das mesmas músicas que eu, que não achasse bobagem meu choro nos filmes água com açúcar, que me apoiasse e me desse a mão para andar pelas ruas. Então, um belo dia eu ia casar com ele. Ia descer as escadas da casa dos meus pais vestida de noiva. Ia casar, morar numa casa bonita, ter um cachorro e um filho. E ia ser feliz pra sempre, que nem nos livros.
Então eu cresci. Cresci sem me dar conta que tinha crescido, que tinha virado uma mulher. Porque nem sempre a gente se porta como tal. Por medo, insegurança e covardia. Às vezes dá vontade de ser aquela eterna menina que na hora do aperto corre para os braços da mãe. Cresci correndo para os braços da minha mãe e pensei que mal tem? Adulto pode sentir medo, sim. Adulto só não pode fugir. Porque a gente tem que ser firme e atravessar cada obstáculo.
Você chegou tão suave. Foi devagar, sem que eu tivesse tempo de pensar ou fazer conjecturas malucas. Chegou sincero. E me deu a certeza de que quando alguém te quer faz de tudo pra te conquistar. Eu, que era expert em lidar com cafajestes, fiquei com o pé atrás. Não sabia se aquilo tudo ia pra frente ou se era só mais uma curtição. Então, mais uma vez, percebi que eu estava na melhor época. E vi que não sentia falta de nada.
Quando a gente se conheceu me deu um embrulho no estômago. Depois, fui me acalmando. Aos poucos, as coisas foram entrando nos eixos. Você segurou a minha mão, me beijou, te abracei, você beijou a minha testa. E ali selamos alguma coisa que eu não sabia o que era. Naquele momento, surgiu a cumplicidade. E uma vontade enorme de que o tempo parasse por alguns segundos. Minutos. Horas. Dias. Meses. Anos. Daquele dia em diante, nunca mais nos separamos. Daquele dia em diante, fomos nos conhecendo através de emails longos que falavam do passado. Daquele dia em diante, várias conversas falavam do presente. E muitos beijos anunciavam um futuro que nos esperava de braços abertos.
Comecei a perceber que eu não me conhecia tanto assim, pois quando você chegou descobri que faltava tudo. Encontrei e reencontrei pedaços meus. Me vi em seus olhos, em seus abraços, em suas palavras. Me vi de novas formas. Formas tão boas. Formas tão minhas, tão suas. Descobri que posso muito mais do que imagino. E que nunca vai faltar um abraço para me acolher, um apoio para me encorajar, um carinho para me encontrar.
Já passamos por tanta coisa juntos. Isso faz com que nosso amor fique mais e mais bonito. Mais e mais forte. Mais e mais sereno. Porque o amor não é gritaria, é silêncio. Não é gargalhada, é sorriso. Não é rock, é bossa nova.
Hoje, quando deito a cabeça no travesseiro, sinto seus braços me envolvendo. E eu nem preciso pensar em nada para pegar no sono. Ele vem de forma natural. Porque não me falta mais nada.

Por Clarissa Correa

no interior...


difícil manter
a casa em ordem.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

o meu hoje!

Toda vez que falta luz,
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos.

engenheiros do havaii.

domingo, 1 de abril de 2012

um lugar.

todos os dias
em algum momento do dia
me remeto a algum lugar,
distante, e bem longe.

Lá, eu procuro me encontrar, tentar um entendimento pra tudo
que acontece.
Na maioria das vezes na volta de lá, volto sem bagagem
sem melhoras, sem respostas. Mas tento.
No outro dia volto de novo, busco encontrar um sentido
e pensando assim, sei que nesse lugar é onde melhor vejo as razões pra
sentimentos desconhecidos.

Toda vez, que eu volto aquele lugar,
procuro ter força, luz
e compreensão pra produzir em mim, algo inédito, e que faça sentido, e assim
voltar de lá fortalecida. Mas nem sempre dá, nem sempre consigo.
''Um dia me disseram que os ventos as vezes erram a direção..
uma estrela de brilho raro, um disparo para o coração''



sexta-feira, 30 de março de 2012

for us.

''vamos terminar tudo'', é muito mais fácil, do que encarar, do que apostar no amor daquela pessoa que tu achava que não valia nada, e hoje vê o valor que tem, e o valor que deu para esse fim. É mais fácil querer terminar as coisas, do que iniciar elas. Se algo incomoda ''acaba logo com isso'', se algo estraga '' põe fora e compra um novo!''
Minhas lembranças são muito vivas, e abrir mão de qualquer coisa pra mim é desafiador. Não vim para o mundo para procurar um rumo: eu sei o meio, o início e a garantia do fim. Não venha por a mão na minha ferida e decidir enquanto eu estou no meio, porque o fim é da minha escolha tbm.
Tem gente que é do time ''se tá me incomodando?tchau'', eu não sei ser assim, culpa dos meus pais que me fizeram tão doce.
as relações hoje duram menos que a temporada do meu seriado favorito, e tudo é muito superficial. Me entristece um pouco, apesar de considerar tentativas, falta amadurecimento, falta a velha e boa luta.
Não sei substituir minhas histórias, meus amores. As coisas são raras pra mim e caras também. Nada pode ser desfeito, tem valor e inestimável muitas vezes.
''Se te amo e você me incomoda, sento e converso, te explico cada coisinha que me tira do eixo'' Não é meu direito fechar a porta na sua cara, ninguém merece isso.


quinta-feira, 29 de março de 2012

Pra não acabar sozinho

Sei que a gente vive em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais ocupadas. É trabalho, casa, conta pra pagar, família, amigos, filhos. Temos que dar conta de tudo, dar atenção para todos e ainda cuidar para ninguém sair magoado, afinal, sua amiga reclama que você anda atarefada demais, sua mãe diz que você antes ligava mais vezes, sua irmã fala que você nunca tem tempo para um almoço no meio da semana.

Recebemos muita informação, a mídia te cobra, o espelho te cobra, o marido te cobra, o filho te cobra. Cobranças mil, stress no trabalho, preguiça de arrumar o guarda-roupa, a obra no andar de cima que nunca termina, o cachorro que está com alergia, seu sapato preferido que quebrou o salto. Além disso, a famosa TPM, que faz coisas pequenas virarem enormes. Que muda o humor e até o amor. Que faz você ver o mundo de forma difícil, sensível e esquisito.

É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se belisca e se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou jogado em um trabalho chato, sendo infeliz diariamente? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

Por mais ocupado que você seja, por mais complicada que seja sua vida, por mais trabalho que você tenha, acho que a gente nunca deve descontar as frustrações em cima do outro. Mais: acho que a gente deve cuidar com o que diz. Mais: acho que a gente deve cuidar com o que faz. Quer mais? Te dou mais: a gente tem que arrumar um tempo. Pra um abraço, pra um sorriso, pra um bom dia, pra responder emails, pra responder mensagens, pra olhar no olho de quem você ama. Porque a vida corre, o mundo gira rápido demais. Só que a gente deve cuidar das relações, senão acaba sozinho.

por Clarissa Corrêa

segunda-feira, 26 de março de 2012

calada...

tristeza não é uma doença, mas um alerta.
O fato de sermos experientes, vividos e maduros e bem resolvidos não cria em nós uma blindagem contra sentimentos. Ao menos, não diante de perdas significativas.

E se por acaso tristeza for doença, respeite. Perder nos leva a recaídas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

não há.

porque em determinados momentos da vida
o renascer é necessário.
Mas não cabe, não dá, não há forças.
Tenho razões para sentir saudade,
tenho razão porque houve um impacto implícito que rompeu e foi embora. Um impacto incomum, obscuro, que detonou uma vida em geral.

O ponteiro parou, e provavelmente a hora ficou antecipada me enloquecendo em horas que poderiam e foram graves.
Mas e porque depois disso não há nada?

Tenho razão em sentir saudades, da convivência, da voz, e do jeito, que só eu conhecia.
Acuso a vida porque fizeste isso. E não me preveniu nem deixou explicações.

quarta-feira, 21 de março de 2012

conversa aberta

E o doutor disse:
''Querida, fora essa mágoa evidente que vejo em cada lágrima deste seu blusão,
o que mais você sente?''
Respondi:
-Sinto lonjuras doutor, sofro por quem está longe.

Entao vos digo que minha filha : Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam porque tem que voltar, voltam quando é pra ser.

Mas Doutor:

O nosso amor
traduzia felicidade,

afeição, ele lembra

em suprema glória

que um dia tive ao alcance das minhas mãos de torná-lo real e verdadeiro..e tudo foi verdadeiro.
E o doutor repondeu com sorriso nos lábios:
- Filha minha, se crês no amor que um dia lhes foi real, aprenda que tens toda possibilidade do mundo de contornar no momento certo, algo que hoje está confuso.

-Doutor, existe algo que amenize esse buraco dentro de mim, a falta, essa ausência sem a minha concordância neste momento?

- Teu melhor remédio minha querida, é buscar paz.


terça-feira, 13 de março de 2012

senta e espera, e vice versa.

Devia ter ouvido quando a mãe dizia: -senta e espera a combi chegar para te buscar p/levar no colégio!; - senta e espera o mano se servir primeiro!; -espera que tu já vai ganhar o presente do papai Noel; - Edna, espera que as colegas já vem p/teu aniversário; - Espera para atravessar a rua!; - senta para esperar o médico chamar!; - Edna, espera só mais um pouquinho que já estamos chegando em São Gabriel.

Talvez se em todas essas esperas eu realmente tivesse esperado, saberia lidar melhor com esse senta e espera.

Talvez não me visse em avessos tendo que desviar os pensamentos, as ansiedades e o tempo. Talvez assim como hoje eu consigo entender porque me diziam tanto para esperar, talvez um dia eu entenda o porque preciso sentar agora para entender o depois.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

i want!

Queria ver o meu passado,
ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje,
que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

faz!

faz, faz de conta que eu não sofro.
faz de conta que não dói, que eu não sinto.
faz de conta que eu não quero, que eu não penso.
faz de conta que eu entendo!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

no céu!

E esse vazio que ninguém dá jeito?
Você guarda no bolso, olha o céu, suspira, lê as mensagens, essas coisas.
E tudo, e tudo, e tudo.

Será que passa?

pés no chão.


O tempo corre, e a gente vai (re)descobrindo jeitos de andar.

Tá me entendendo?

Olha, eu sei que o barco tá pesado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu estou nesse barco, é só me pedir pra ficar. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que estou nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você também está, assim, no mesmo balanço. Porque sozinha, não dá. Não tem como remar sozinha.

manifesto que sim.

‎Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada saúde mental. E esse impulso ás vezes cruel, por não permitir que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um dia te surpreenderás pensando algo assim : ''estou com ele outra vez".